No sábado, dia 11, levantei-me cedo outra vez para estar no sindicato dos taxistas de Tulum para apanhar o bus colectivo perto das 8h para ter a certeza de que tinha lugar. Depois de reservar lugar no bus com o motorista, e como a partida para Bacalar era só às 9h, fui tomar o pequeno-almoço na esplanada de um café do outro lado da rua.

A viagem custou 180 pesos (9€), metade do preço dos autocarros de 50 lugares da companhia de transporte ADO que a maioria usa. A viagem foi de quase 2h30 em velocidade acelerada e com um percalço a meio da viagem que nos obrigou a parar, mas não foi nada de mais, só uns riscos na viatura. É que numa zona da estrada onde decorriam obras apareceu no meio da via um daqueles separadores centrais que, felizmente, era daqueles de plástico e não de cimento, que deve ter levado uma pancada de outro carro e ficou ali no meio da nossa via.

Chegado a Bacalar, tinha de encontrar alojamento. Tinha visto no mapa que o lugar era pequeno e com vários alojamentos junto da praça central, mas não tinha reservado nada. No caminho desde a paragem do bus até ao centro, lá encontrei sítio onde ficar, foi no Yaxche Hostel y Camping, onde reservei para 2 noites por uns 20€ por noite.

Depois de feito o check-in fui até à praça central de Bacalar para comer algo e qual o meu espanto quando vejo que está aqui a decorrer o Carnaval este fim de semana. Dei por ali uma volta pelas lojas e parei junto da Mónica, que estava a fazer porta-sonhos, e tivemos ali um bocado a falar sobre os sonhos, que é algo que todos temos, mas de que eu nunca me lembro. Depois passei junto ao forte e desci uma escada que dava para a Lagoa das 7 Cores.

Eram umas 15h30, andava eu a ver que atividades podia fazer na lagoa, já a pensar no que ia fazer no dia seguinte. Entre elas tínhamos desde caiaque, paddle, windsurf ou passeios de barco a motor ou vela. Foi aí que me cruzei com a alemã Sarah e decidimos fazer um passeio de veleiro pela lagoa que iniciava dentro em breve. A Sarah vinha prevenida com saco, toalha, fato de banho e eu mais uma vez, como aconteceu no cenote, só com a roupa do corpo e lá tive de ir mais uma vez à água de cuecão.

Durante o passeio pudemos ver 3 cenotes, o Negro, o Esmeralda e o Cocalitos, também fomos ao Canal dos Piratas e à Ilha dos Pássaros, para onde emigram algumas cegonhas vindas do Canadá no inverno para ter aqui as crias e depois, já na primavera, depois de estas já estarem preparadas, voam de regresso ao Canadá.

O passeio foi lindo, muito tranquilo, só às vezes interrompido por algum barco a motor que por ali passava. Falei com o capitão Benito, que comandava o veleiro, e disse-lhe que deviam acabar com os barcos a motor, ao que ele me respondeu que já havia essa consciência e que havia cada vez mais capitães a trocar as embarcações de motor por veleiros. No passeio também estavam incluídas bebidas e frutas que o capitão preparou e serviu.

O lugar foi perfeito para ter 2 dias mais calmos, num lugar mais tranquilo a meio da minha viagem. Já no fim da tarde e do passeio o capitão ancorou a embarcação por meia hora para assistirmos ao sunset, o meu primeiro no México.

Ao deixar o barco e ao dirigir-me para a avenida principal, estava mesmo ali a iniciar o desfile dos carros alegóricos, na frente vinha o Rei e a Rainha, que andavam a atirar coisas às pessoas que assistiam, e logo ali atiraram-me com uma bola de plástico vermelha que dei depois a um menino.

Depois de assistir ao desfile, voltei ao meu hostel para descansar um pouco e tomar um duche para depois sair a jantar. Mas de repente levanta-se um vento forte e do nada cai uma chuva torrencial que durou cerca de 1h, o suficiente para estragar a festa ao ar livre na praça. No alojamento iam chegando a conta-gotas as pessoas que tinham sido apanhadas pela chuva, todas molhadas.

Eu esperei tranquilamente e sequinho na minha cama que a chuva parasse e saí depois para ir jantar ao Mister Taco e beber um copo ao bar La Catrina, mas já pouca gente andava na rua e por volta da 1h30 voltei ao hostel, para me levantar cedo e ver o amanhecer na lagoa.

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