Mérida e Izamal
16 fev 2023
Por Romeu MaiaNa quinta-feira, depois de uma boa noite de sono, um recorde de 6h, fui tomar o pequeno-almoço descansado num dos balcões do hostel com vista para a praça central. Depois fui apanhar o colectivo até Izamal, a cidade amarela, com o seu Convento de Santo António de Pádua e a Pirâmide Kinich Kak Moo.
De volta a Mérida, dei um passeio no mercado local, onde acabei por almoçar. Também vi como eram feitos os tacos, que são feitos à base de milho e que são o pão local, os mexicanos não sabem comer sem os seus tacos. 1kg de tacos custa 24 pesos, cerca de 1,20€.
Às 16h assisti, do balcão da cafetaria do meu hostel, ao desfile de Carnaval infantil que iniciava na praça central e terminava no parque Santa Ana.
Às 18h fui ao teatro no Centro Cultural de Mérida, onde estavam em exposição umas obras do francês Matisse. Também fui ver uma peça de teatro/comédia sobre o Carnaval.
A história passa-se à volta do presidente da cidade, que também é presidente da comissão de festas e presidente de várias outras coisas. A peça gira à volta da festa e, na reunião de preparação, há vários representantes de vários organismos da cidade e há muita discussão, mas no fim decide o presidente que, para evitar distúrbios e farto de reclamações, proíbe a venda de cerveja durante os festejos. Para minimizar os protestos promete levar e oferecer a todos gratuitamente uma bebida. Assim, no dia da festa o presidente lá aparece com o panelão da bebida e todos começam a beber. Acontece que o presidente, farto de tantas reclamações, decidiu pôr um laxante na bebida e, durante os festejos e danças, começa-se a ouvir alguns "foguetes" e os representantes locais começam um a um a sair de cena com uma dor de barriga e aflitos para ir à casa de banho.
Às 21h fui ao parque Santa Lúcia ouvir a típica Serenata Yucateca, com mais de 57 anos de história. Hoje foi o espetáculo 2835 com Serenata. Houve também um tenor, sapateado com bandeja cheia de copos e garrafas na cabeça, poemas e bombas.
As bombas são pedidas pelo público, que diz "bomba", e aí o apresentador conta uma espécie de piropo, uma frase malandra com duplo sentido.