Playa del Carmen
06 fev 2023
Por Romeu MaiaNa segunda-feira foi hora de partir cedo de Cancún em direção a Playa del Carmen numa viagem de 1h de colectivo, uma carrinha de 9 lugares transformada para levar 16 pessoas e que tem, no sítio do travão de mão, uma maneta para fechar a porta do lado dos passageiros.
Ao chegar ao terminal de bus, não resisti a um balde de fruta, com iogurte, frutos secos e regada a mel, um bom tónico para a caminhada até ao hostel. Chegado ao hostel deixei o saco e comecei a aventura pela Playa del Carmen.
Fiz uma caminhada pela 5.ª Avenida, a rua onde tudo acontece, lojas de recuerdos, restaurantes, bares, minimercados.
Depois de passar pela zona movimentada, decidi continuar a caminhada pela 5.ª Avenida e passear por uma zona onde vivem alguns locais, com muitas casas por acabar, com muitos grafitis nos muros e até casas com arame farpado. Ainda me cruzei no caminho com um grupo sentado na rua a ouvir uns raps latinos... Enfim, uma zona suspeita e por isso não parei muito por ali e segui o meu caminho.
O meu destino era chegar à Playa 88, à Playa Paraíso e à Punta Esmeralda, uma praia com muito pouca gente, com vegetação em frente ao mar mas sem os hotéis que quase entram praia adentro no centro. A praia com pouca gente tinha todas as comodidades necessárias e até palapas (espreguiçadeiras) gratuitas.
O regresso até à Playa del Carmen foi feito pela praia, mas houve 3 locais em que tive de me meter dentro de água para poder passar, de tão perto que os hotéis estão da água e alguns já com estragos feitos pela água, que qualquer dia vem buscar o espaço que lhe querem tirar. Mas lá cheguei e o movimento na Playa del Carmen, na zona central, era completamente diferente: a praia estava cheia e com muitos vendedores ambulantes a vender de tudo um pouco.
Ainda parei um vendedor para comer umas ostras com limão e uns molhos locais picantes. O vendedor demorou mais a prepará-las que eu a comê-las, no final estava com os lábios a arder e tive de ir molhá-los ao mar.
Na praia também andavam cantores locais a quem os mexicanos que estavam na praia pagavam para tocar as suas músicas favoritas.
Na praça em frente ao mar havia uma torre onde uns artistas subiram e de onde, atados a uma corda, se lançaram e, à medida que a corda ia desenrolando, eles lá foram chegando ao chão são e salvos. Também vi outros artistas, mas estes a dançar com os pés bem no chão, mas pintados de preto e a encenar rituais maias.
Voltei depois ao hostel, já de noite e depois do duche subi ao rooftop, onde estava a decorrer uma aula de bachata, e depois fui para a 5.ª Avenida, onde tudo acontece.
À noite os bares, embora numa dimensão mais pequena, também optavam pelo mesmo estilo de Cancún. Bares abertos para a rua, com bailarinas e música o mais alto possível, era quase impossível ficar lá muito tempo sem vir a ficar com problemas de audição.