Santiago de Compostela
27 mai 2023
Por Romeu MaiaO dia seguinte à chegada a Santiago de Compostela foi tranquilo. Levantei-me e fui buscar o certificado (5€ com a indicação dos km percorridos e caixa) da conclusão do Caminho de Santiago desde o Porto e pelo Caminho da Costa, que pelos vistos tem um total de 280 km, fora a variante espiritual que fiz e ainda todas as caminhadas nos tempos livres pelos lugares por onde passei e fiquei a pernoitar. No total, e pelo que a Natalie contou da app que tinha, foram 417 km percorridos.
Já com o certificado na mão, fui tomar pequeno-almoço ao café Gaiola. Depois fui dar uma volta pelas ruas do centro histórico de Santiago à volta da Catedral.
Aproveitei para comprar e escrever um postal para a minha amiga Cécile, com quem costumo fazer esta troca de postais. Ela também me tinha enviado recentemente um postal da última viagem.
Depois fui aos correios comprar um selo e à saída estava a ser preparada uma corrida de caricas, à qual assisti.
De tarde fui no Bus 7 desde a Praça Galícia até ao Parque do Monte do Gozo, nos arredores de Santiago, para ver o monumento ao Peregrino. De lá também consegui ver a cidade e as torres da Catedral de Santiago.
Depois voltei de bus para Santiago e fui buscar o saco ao Mundo Albergue, onde tinha ficado na noite anterior mas que hoje estava completo, e apanhei o Bus C11 para ir para o Albergue Fin de Camino, que estava mais afastado do centro.
A tarde foi de poupança dos pés, o bus em Santiago custa 1€ por viagem e por isso aproveitei. Felizmente os meus pés estão bem, não tive problemas, já o mesmo não posso dizer das sapatilhas, que andam cheias de fita.
Já no bus a caminho do albergue começou a chover e lá tive de vestir o equipamento para a chuva, que só tinha tirado uma vez da mochila para um mini simulacro e que basicamente agora usei para atravessar a rua desde a paragem do bus até ao albergue, cerca de 100 metros. Depois de instalados voltámos de bus para a cidade e a chuva já tinha ido embora.
Combinámos um último jantar com os peregrinos que ainda cá estavam e fomos até ao Bar Corunha, onde comemos calamares, pelos quais o bar é famoso. Para terminar a noite, uma última cerveja sem álcool numa esplanada do centro de Santiago.