Ilha de Holbox e a festa de carnaval
18 fev 2023
Por Romeu MaiaNo sábado fui de manhã cedo caminhar pela praia em direção a Punta Mosquito. O caminho foi feito mais pelos bancos de areia que se formam na água do que pela margem. Mas a meio caminho, na Playa Mosquito, descobri que a área é uma reserva natural protegida e que não é possível avançar até lá. No caminho até lá vi várias aves e até uma pequena raia e, chegado lá, ainda tive a felicidade de ver um flamingo cor-de-rosa que andava por ali nos limites da reserva.
Passei por ali a manhã a desfrutar da praia e a observar algumas aves e até encontrei na praia um coração com o meu nome. O pelicano era quem dava mais nas vistas, um exibicionista, trocava entre uns voos rasantes sobre a água e um voo a uns 10 metros de altura para depois se lançar num voo picado para a água para tentar apanhar um peixe.
De tarde, já depois de ter regressado ao centro de Holbox para almoçar e ver os ensaios que já estavam na rua, fui para o outro lado da ilha. Punta Coco foi o destino onde continuei o meu dia de descanso na praia até ver o pôr do sol. Tinha ido preparado com algo de comer e beber, que ali os preços eram elevados: uma rapariga do hostel tinha-me dito que tinha pago 100 pesos/5€ por uma manga e depois lá confirmei quando vi uma pessoa pagar 200 pesos/10€ por um ananás. Caíram no erro de pedir antes de perguntar o preço, o que aqui não se deve fazer.
Acabei por ficar pela zona até às 21h para poder ver a bioluminescência que por ali acontece já de noite. A luz que aparece na água é criada por uns organismos vivos que ali se encontram dentro de água e, quando se mexe na água, vêem-se umas luzes azuis a aparecer dentro de água. A altura do ano não é a ideal, mas deu para se perceber do que se tratava.
Depois voltei ao hostel já noite cerrada por um caminho sem luz, foi valendo alguns carros de golfe que iam passando e algumas pessoas com lanternas que iam mais preparadas do que eu para ir para o lugar onde a bioluminescência acontecia, para me irem iluminando o caminho de volta.
À noite fui jantar e assistir à festa de carnaval que acontecia pela rua, com alguns carros de golfe a puxarem atrelados abertos que traziam a banda com os músicos e que vinham com umas 20 dançarinas vestidas a rigor para a ocasião. Eles iam circulando e parando em diferentes locais, onde logo se aglomeravam as pessoas para assistir aos espetáculos de música e dança.