Dia 11 · Índia: três semanas de aventura

Mumbai: parsis, Gandhi e Marine Drive

20 jan 2026

Por Romeu Maia

Hoje iniciei o dia a tentar visitar um local onde vive a comunidade zoroastriana parsi. Mas tive pouca sorte, o acesso é restrito a membros da comunidade; lá dentro está a última Torre do Silêncio (Dakhma), que é um dos locais mais misteriosos e sagrados de Mumbai.

Em vez de sepultamento ou cremação, os parsis praticam o antigo rito de Dokhmenashini, onde os corpos são expostos à luz solar e aos abutres para retornar naturalmente à terra, sem poluir os elementos sagrados do fogo, da água ou do solo.

No local vi vários abutres a sobrevoar a área e que ainda rondavam quando fui ao bonito Jardim Hanging, que ficava ali ao lado, dar uma caminhada.

Depois fui ao Shri Walkeshwar Temple, onde está o Tanque Banganga, que é considerado um local sagrado, mas vazio era um lugar pouco acolhedor.

A manhã não estava a correr como esperava, então fui jogar pela certa e fui à casa e museu Mani Bhavan, que foi a residência de Mahatma Gandhi entre 1917 e 1934, servindo como seu quartel-general para atividades políticas e o movimento pela independência da Índia, e que tem várias fotos e documentos importantes expostos que nos lembram a importância que Gandhi teve para a independência da Índia face ao domínio britânico.

A seguir, andava eu pelo antigo bairro português de Kotachiwadi quando encontrei uma casa com o nome Baptista, num pequeno bairro português. Almocei por ali na rua um pão frito que se mergulha num molho quente e picante antes de pôr na boca e uma bola doce que se mistura num molho frio de chocolate.

Depois parei para comprar cuecas e meias, que isso de viajar de mochila não dá para trazer tudo, quando faz falta alguma coisa compra-se, e lá vim eu com as compras num saco de serapilheira gentilmente oferecido pelo dono do quiosque.

No caminho passei junto ao Estádio de críquete Wankhede, que é um dos campos de críquete mais emblemáticos da Índia. Fundado em 1974, testemunhou inúmeros momentos históricos, como a vitória da Índia na Taça do Mundo de 2011.

Parei depois numa das esplanadas de Marine Drive, no Café Dayem, em frente ao mar, para um pequeno lanche, antes de mais um passeio e de mais uns souvenirs e uma t-shirt nos mercados de rua e acabar a noite a petiscar no Café Mondegar, onde pedi cogumelos tikka com pão tandoori.

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